sábado, 13 de julho de 2013

AINDA ASSIM... NOS ENCONTRAMOS NA CABANA

"Ainda acho que precisamos conhecer o inverno para compreender o verão, assim como é necessário passar por momentos de tristeza profunda para conseguir identificar e valorizar a felicidade quando ela chegar. E não devemos, nunca, nos esquecer das pessoas que amamos."  Paul Young. trecho de a Cabana


Não há perdas sem marcas , mas também não há vitorias sem  as marcas do passado.

Estes dias estive novamente voltando a cabana , livro muito comentado  há alguns anos ,mas mais especificamente no livro do Teólogo Carl Baxter de nome "De volta a Cabana "  e resolvi passados alguns anos que os li , contextualizar a figura em especial de Jesus , do evangelho e da vida .Pois não há evangelho sem vida , e não há como pensar em vida  sem perdas , sem mudanças, as quais  muitas vezes não estamos nem de perto preparados.

Antes de mais nada , antes de qualquer discussão teológica,  a maneira muito clara , aberta e sensível de mostrar  a Deus , O Espirito Santo e principalmente a Jesus  em a Cabana nos esmaga nesta realidade, algo que parece que não foi compreendida  ,em especial, pelos religiosos. Vejam só, um livro que expõe  Deus de uma maneira tão pessoal,intima , relacional, basicamente só recebeu criticas ( também esmagadoras)  dos zeladores da teologia sistemática  ou da forma religiosa de se vera  Deus, seu caráter sua forma de agir , as quais  muitas delas que nós criamos. Não Ele.

Mas, na verdade  como sempre digo , não me parece ser a forma que Jesus escolheu para se apresentar a este mundo  , veja seus passos aqui na terra , veja a maneira  como se relacionou com as pessoas , como chorou pela perda de um amigo ,como se alegrou com um casamento, veja forma como nasceu , cresceu  e morreu  fisicamente.
Não parecem ser escolhas  de um Deus  muito preocupado  com religião ou com formalidade teológica , mas sim com a VIDA.

De Volta a Cabana me empurra para isto ,para me preocupar com a vida , e  pelo fato de que diante das perdas que tipo de visão ou de relacionamento  tenho com Deus, como vou encarar as coisas que não tem solução como a perda de uma amiga com menos de 35 anos  para o câncer , a perda de um filho com 9 meses de gestação aos olhos da mãe ,  a luta pela vida de uma mãe com linfoma e com filhos pequenos a criar e como explicar Deus a esta familia ,   fatos que batem a nossa porta seja direta ou indiretamente durante toda a vida.

E aí lhe pergunto ? O que sobra dos anos de religião , o que sobra de domingo após domingo de cultos ou missas? Caso seja você for estudioso como eu, o que lhe sobra da teologia sistemática  ou da Hermenêutica ?  O que você tem a dizer ou a viver , aonde você irá buscar  a força ou a razão para entender a vida que vivemos ou como consolar aquilo que é inconsolável , curar aquilo que é incurável , e ainda  ter a certeza que  um balsamo que cura irá nos  acalmar?.

Se for apenas pela sua convicção religiosa as respostas não virâo , um vazio irá lhe alcançar e não há como sobreviver quando esta tempestade chegar.

Mas se você  estiver disposto a construir pessoalmente esta ponte ,a esquecer muitas de suas convicções , a mudar formas de pensar baseadas no passado ou no que os outros dizem ou vivem , isto inclui religião,  e encarar este encontro como uma grande oportunidade de deixar todo fardo nos ombros Dele, eu te garanto  Deus vai construir uma Cabana para você e Ele e...  
                                                 Com certeza  vai estar lá  e tudo vai mudar .

Eu sei ....e difícil , dá medo , não é confortável , não e seguro como a minha ou a sua dor ...mas é o ÚNICO CAMINHO , A Verdade , A Vida .



Talvez você tenha lido o livro, mas não saiba muito da vida do autor :  


"Aos 6 anos, Paul já tinha sofrido abandono emocional, agressão física e verbal e 
violência sexual – repetidas vezes. Para usar um eufemismo, ele foi mutilado internamente 
desde os primeiros dias de vida. Não há criança – ou pessoa – que consiga superar um 
trauma desses, que produz uma dose letal de vergonha, medo, insegurança, ansiedade e 
culpa. Todas essas forças invisíveis se fundem para convencer a vítima: “Eu não sou legal. 
Não sou bom, não valho nada, não tenho a menor importância, não sou amado, não sou 
humano”– e assombram todos os momentos da vida. Como uma criança, ou qualquer 
pessoa, seria capaz de lidar com um mundo interior tão angustiado? Ninguém consegue.
Assim como o peixe não foi feito para viver na Lua, nós não fomos concebidos para 
viver envergonhados. Mas o que você faz? Aonde vai? A maioria enterra tudo isso numa 
lata de lixo no fundo da alma e segue em frente – ou tenta. Mas as coisas que enterramos 
nos governam. Aquilo que desconhecemos irá nos destruir. E, para escapar da destruição, sonhamos com uma série de coisas que poderiam nos realizar. “Ah, se eu me casasse e 
tivesse filhos”; “Ah, se eu conseguisse esse emprego ou essa promoção, aquele dinheiro, 
aquele carro, aquela casa, aquele poder, aquela posição, aquele novo relacionamento”... E 
assim vamos indo. Mas essas “coisas” nunca resolvem o sofrimento espiritual. Então nos 
medicamos, ligamos o piloto automático, fazemos exames ou nos ocupamos, nos 
envolvemos em alguma grande causa, pregamos, orientamos pessoas, vivemos através dos filhos, ou simplesmente ficamos bêbados nos mais variados sentidos. Isso é demais.
Paul Young voltou-se para a religião, em parte porque era o ambiente em que ele 
crescera e, por isso mesmo, estava sempre à mão, em parte porque representava um 
caminho possível para ele mostrar seu valor. Paul nasceu em Alberta, Canadá, mas antes de completar 1 ano foi levado para uma comunidade missionária nas montanhas da Nova 
Guiné Holandesa (Papua Ocidental). Por volta dos 6 anos, por exigência da direção da 
missão, foi enviado para o colégio interno. Antes que ele completasse 10 anos, a família 
regressou de repente para o Canadá, de modo que, ao concluir o ensino médio, Paul havia 
frequentado 13 escolas diferentes. Seu pai passara de missionário a pastor.
Esses fatos não expressam suficientemente o sofrimento de tentar se ajustar a 
diferentes culturas, não falam das perdas vitais e quase absurdamente insuportáveis de 
caminhar pelos trilhos do trem à noite, em pleno inverno, chorando em meio à tempestade, 
de conviver com uma vergonha tão grande e profunda que constantemente ameaçava todos os graus da sanidade, de ver os sonhos não apenas destruídos mas apagados pelo fracasso pessoal, de ter uma esperança tão tênue que só apertar o gatilho parecia trazer uma solução.
A religião era o único mundo que Paul conhecia, as cartas que lhe couberam. Então 
ele as jogou. Acreditou na versão “religiosa” da cristandade. Tinha que acreditar. Com o 
“Eu não sou bom” sussurrando em seus ouvidos a todo momento, ele decidiu provar que 
era. Formou-se na faculdade como um dos primeiros da turma, virou uma estrela brilhante, 
um artista em ascensão na esfera religiosa. Mas em todos os instantes estava entregue à 
tarefa exaustiva de ficar alerta e vigilante, observando permanentemente cada grupo, cada 
conversa e cada encontro para saber qual a impressão das pessoas a seu respeito. 
E ele fazia  isso numa tentativa desesperada de esconder dos outros sua morte interior.
Fechando com força a tampa de sua lata de lixo com uma das mãos, ele sorria, 
ensinava a Bíblia, tornava-se “o cara legal”, o conselheiro, sempre mantendo todo mundo a 
uma distância segura. Mas não encontrava alívio para a perplexidade atroz que havia em 
seu mundo interior. Clamava a Deus que o curasse, dedicando centenas de vezes a própria vida, até que, finalmente, tanta dedicação se esgotou. 
Sua vida transformou-se num meio de se esconder enquanto continuava buscando desesperadamente alívio e auxílio em todos os lugares possíveis. Mas não há cura na religião. A cura ocorre quando você encontra Jesus na sua cabana – um lugar cuja existência Paul, como a maioria de nós, fez de tudo para negar.


Essa é a história por trás da história. A cabana poderia perfeitamente se intitular 
“Do inferno ao céu”, ou “Da vergonha insuportável a ser amado por toda a vida”, ou ainda 
“De como Jesus curou um homem arrasado”, ou talvez “Com deuses como os nossos, não 
admira sermos tão tristes e destroçados”. A história é sobre inferno e céu, trauma, vergonha 
e encontro do amor, o homem destroçado sendo aceito pelo verdadeiro Jesus, e sobre o Pai, o Filho e o Espírito nos encontrando no país distante de nossa terrível e impotente 
mitologia – para repartir conosco suas vidas. A verdade por trás do Universo é que Deus é 
Pai, Filho e Espírito, e que o único e definitivo propósito da Santíssima Trindade é que 
venhamos a saborear e sentir, conhecer e experimentar a genuína vida trina.
O que Paul e Kim viveram e o que descobriram no amor de Papai, Jesus e Sarayu 
foi a alegria indizível, gloriosa, à qual Pedro se referiu,e a vida plena que Jesus prometeu.
Não puderam mais voltar para a mesma religião – velha, inflexível e superexigente – com 
seus versículos bíblicos corretamente cotejados. Como C. S. Lewis, no meio da maior 
miséria, eles foram “surpreendidos pela alegria”.Vão ao nosso encontro na dor, no ódio, na amargura e no ressentimento, na nossa vergonha, na nossa culpa e na nossa impotência, nas nossas relações trágicas, infelizes – e na nossa religião moribunda –, e aí eles nos amam em nome da vida e da liberdade. Vem daí a segunda dedicatória: “... todos nós, falhos, que acreditamos que o Amor governa.
Levantemo-nos e deixemos que ele brilhe.
Carl Baxter 

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